Nunca bati bem da cabeça


Eu não te prometo tranquilidade eterna, nem muita lucidez. Sou uma confusão até se virar-me pelo avesso. É tão chato ser "normal" que risquei isso da minha lista de "coisas para fazer antes de morrer". A verdade é que sou louca, feita de insanidade, gosto do que é errado e não me importo com opinião alheia. A vida se prolonga quando vivemos por nós, e não para outros.

Vivo intensamente mas procuro equilíbrio nas dosagens de loucura para saber aproveitar todos os dias. Não adianta beber toda aquela garrafa de doidera de uma só vez, pois quando a melancolia bate na porta, não há como brindar com uma garrafa vazia.

Mas eu não me restrinjo nas dosagens de felicidade. Para elas, não há um limite ou um equilíbrio. Embriago-me de felicidade sempre que posso ou sempre quando preciso. Há um estoque infinito dentro de mim.

Ah, também não te prometo dar todas as respostas das suas perguntas. Eu já sou um enorme enigma a ser desvendado e não sou feita de afirmações. Sou um cálculo de uma equação matemática sem solução exata. Sou aquele problema matemático que te faz ter dores forte de cabeça tentando solucionar. Mas também sou aquela flor que nasce entre o concreto, dando cor a uma rua acromática.

Sou flor, sou dor, sou exageros e sou escassez. Sou espinhos, sou maciez. Sou solar, mas se o luar chegar, não se aproxime. Provavelmente devo ser uma bebida amarga que você nunca provou. Provavelmente, no primeiro gole, você desistirá.

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