Braquipneia


Amor meu,
venho lembrar-te
que meu coração nunca deixou
de ser todo teu,
e que tu vives no meu eu,
e que de mim tu fez posse,
para pousar seu coração inquieto
que além de puro afeto
esquivo e completo,
é o meu predileto.

Queria tanto saber
por que sou tão seu
pois já não lembro-me mais
do meu próprio eu
antes de você
tomar conta.

Sabe,
eu conheço todos os sintomas
de um amor em chamas
que sempre se derrama
ao gritar que ama.
Que se dá ao encontro de almas
que atormenta a calma
silenciando todo o trauma
originando o romance mais bonito
que pode existir na alma.

Desse amor nada mais espero,
além das mais belas rimas
dos mais curtos poemas,
que concede um sorriso inesperado,
um olhar mimado,
admirando cada verso recitado.

E eu reconheço
toda a confusão
Que eu causo.
A minha vida pelo avesso,
a bagunça do meu cabelo,
e do meu sorriso travesso.
Mas não tenha duvidas:
a cada lugar que eu passo,
sempre haverá rastros
do meu amor que por ti
nunca será escasso.

Assim vou vivendo
deixando esboços meus,
em cada metro quadrado
desse meu coração
estilhaçado.

Escrito por: Greice Carolina. 
quatro/março/dois mil e dezessete. 

Comentários

  1. Oi Greice, linda poesia, flui muito bem minha leitura e não ficou nada artificial, parabéns!

    Blog aboutbooksandmore.blogspot.com.br

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  2. Olá tudo bem?
    Amei a poesia, tão leve e gostosa de se ler! Com sentimentos reais e nada supérfluos!

    beijinhos

    http://leiturize-se.blogspot.com/

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  3. Greice que poema lindo! Amei a forma como se expressa, poema sempre nos toca a alma, e esse atingiu o objetivo! <3

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