Te perdi
Acidentalmente
me fizeste
morada.
Arrumei a minha bagunça
trocando tudo de lugar,
como minhas certezas,
meus regalos,
minhas urgências,
para no fim
tu se tornastes apenas
ausência.
Te perdi,
e perdi parte de mim também.
Parte que estava contigo
que usastes de abrigo
para o teu coração
perdido,
inquieto,
infindo,
partido.
Impiedosa,
a saudade bateu na porta.
Apesar do pouco espaço,
apertou-se aqui dentro.
E sendo assim cruel,
não trouxe consigo
o desapego.
Não me engano.
O que perdi
não será restaurado.
Sigo então
com o coração remendado,
sem fé em encontrar
em outro alguém
o que encontrei
apenas em ti.
A vida é feita de escolhas,
mas a minha escolha nunca seria
perder você
e me perder.
morada.
Arrumei a minha bagunça
trocando tudo de lugar,
como minhas certezas,
meus regalos,
minhas urgências,
para no fim
tu se tornastes apenas
ausência.
Te perdi,
e perdi parte de mim também.
Parte que estava contigo
que usastes de abrigo
para o teu coração
perdido,
inquieto,
infindo,
partido.
Impiedosa,
a saudade bateu na porta.
Apesar do pouco espaço,
apertou-se aqui dentro.
E sendo assim cruel,
não trouxe consigo
o desapego.
Não me engano.
O que perdi
não será restaurado.
Sigo então
com o coração remendado,
sem fé em encontrar
em outro alguém
o que encontrei
apenas em ti.
A vida é feita de escolhas,
mas a minha escolha nunca seria
perder você
e me perder.
Escrita por: Greice Carolina
dezesseis/julho/dois mil e dezessete.
reconstrução da poesia "Te Perdi...", de 2014.
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