(Não) Ter-te

Loucura seria
ter-te entre os dedos
mas como água
tu escaparias.

inocente consciência,
pobre coração raso,
se esquecem que até as pétalas
escapam do seu caule.

não os culpo
nenhum de nós gostamos
de ficarmos presos

já eu,
se não posso ter-te nas mãos
embriago-me de ti.
“mais uma dose, te quero um pouco mais”

mas volto a realidade
e, em uns instantes,
tu somes como miragem.

Greice Carolina Santos da Silva.

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